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Atualizado em 14/09/2017 12:43 por Rubens Silva

Árbitra de Goioerê é destaque nacional

A árbitra goioerense Edina Alves foi destaque no jornal Estado de São Paulo em reportagem que fala sobre a ascensão da arbitragem feminina no Brasil.
Segundo o jornal de circulação nacional, com apoio da Comissão de Arbitragem da CBF, as mulheres estão trabalhando para voltar a apitar jogos da elite do futebol brasileiro. O objetivo é alcançar a Série A do Campeonato Nacional em 2019 ou no máximo em 2020.
Para isso, o projeto de capacitação das meninas ganhou novo impulso nos últimos anos. Elas são submetidas, periodicamente, a treinamento técnico e físico e também recebem apoio psicológico, para que se fortaleçam mentalmente. O quadro feminino na CBF ainda é pequeno – 14 árbitras e também há 49 assistentes -, mas a perspectiva é de crescimento.
Há treinos específicos para as mulheres, mas na maioria das vezes os cursos são mistos. As exigências, inclusive em relação à condição física, são iguais para homens e mulheres. A intenção é aprofundar cada vez mais o treinamento delas.
Além de colocar os ensinamentos em prática: já há mulheres trabalhando como árbitras centrais em jogos do Brasileiro Sub-20 e em divisões inferiores, como as séries C e D. Na Série A, a última mulher a apitar uma partida foi Sílvia Regina Oliveira: Paysandu 2 x 1 Fortaleza, em 16 de outubro de 2005, ou seja, há quase 12 anos.
“Estamos começando a abrir oportunidades para que elas possam atuar em competições masculinas’’, diz o coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. “O preconceito está caindo. As assistentes não sofrem mais. Mas, com a mulher no centro (apitando), ainda existe alguma restrição, certo receio. Precisamos ter muito cuidado, ir inserindo aos poucos’’, diz Ana Paula Oliveira, instrutora da Escola Nacional de Arbitragem.

EVOLUÇÃO
Uma barreira que atrapalhou a arbitragem feminina no passado praticamente inexiste hoje, garantem Ana Paula e Marcos Marinho. Fisicamente, as mulheres já se mostram capazes de acompanhar o ritmo de um jogo masculino. “Hoje, elas conseguem atingir o índice do teste masculino. Já estão aprovadas na parte teórica, no mesmo nível. Por que, então, não pensar na possibilidade (de voltarem a apitar na Série A)”?, diz a tutora. “Quem sabe daqui a um, dois anos.’’
Marinho também atesta o progresso. “A gente passou a exigir o (os parâmetros do) teste masculino, e não é algo tão fácil para elas, mas estão tendo um índice maior de aprovação’’, assegura. “Um exemplo é a árbitra Edina Alves Batista, que é Fifa, passou no teste masculino. Por isso está apitando em competições masculinas”. Este ano, Edina já apitou na Série D e uma partida do Brasileiro Sub-20 (Coritiba 4 x 1 Grêmio), este no mês passado.
Ele diz ter constatado grande evolução nas mulheres em aspectos como velocidade, movimentação, leitura de jogo, desenvolvimento de técnica para se antecipar nas jogadas. “O trabalho é voltado para que elas desenvolvam isso. Técnicas de posicionamento, deslocamento. Tecnicamente, não devem nada a ninguém. O que faltava era essa presença maior nas jogadas.’’

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