Atualizado em 20/09/2017 18:33 por Rubens Silva
Suicídio de jovem chama a atenção para a importância do diálogo sobre o assunto

O suicídio do garoto de 15 anos, acorrido nesta terça-feira, chocou a população de Goioerê, justamente neste mês de setembro quando é desenvolvido a campanha ‘Setembro Amarelo’, época que o assunto é tratado com mais ênfase.
Os casos de suicídio têm aumentando no mundo todo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), só no Brasil, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos chegou a 5,6 por 100 mil habitantes em 2014.
O SUICÍDIO AINDA É UM TABU
O suicídio vem, essencialmente, de um estado depressivo, que, por sua vez, pode ser causado por inúmeros gatilhos: falta de dinheiro, solidão e problemas familiares são alguns dos fatores que podem levar a essa tragédia.
Mas, mesmo com os números de suicídios cada vez mais altos, o assunto ainda é considerado um tabu para muitas pessoas.
Tendo em vista que tirar a própria vida é uma decisão extrema para fugir do que é considerado um problema sem solução, a melhor forma de evitá-lo é detectar quando a possibilidade existe e agir a tempo.
A IMPORTÂNCIA DE FALAR SOBRE SUICÍDIO
É comum que os pais evitem falar sobre suicídio com os filhos, na tentativa de minimizar a importância percebida pelo adolescente de um determinado problema que observam, ou mesmo por que os filhos não dão abertura suficiente para que o assunto seja discutido.
Para se ter uma ideia do quão importante é falar sobre o tema, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que o suicídio já é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
E não são só os adolescentes que não conversam sobre o assunto: pessoas de qualquer idade podem ter um bloqueio de falar sobre algo tão importante, como se abordar o assunto fosse deixá-lo em evidência na cabeça de quem está depressivo.
Porém, a conversa pode abrir caminhos que passam longe de “indicar uma possibilidade”, que seria o suicídio, para a pessoa que está passando por uma crise.
A conversa pode abrir novas perspectivas e até alertar a outra pessoa para tomar medidas mais drásticas para solucionar a situação.
Por isso é tão importante que a sociedade como um todo, família, amigos, escola e grupos de trabalho, esteja atenta aos menores sinais, disposta e preparada para discutir o tema e encaminhar a pessoa para um tratamento que a trará um novo olhar sobre a vida e a vontade de prosseguir.
FICAR ATENTO AOS MENORES SINAIS
Muitas vezes, o diálogo até acontece. Porém, quem ouve uma pessoa falar que não tem mais vontade de viver e que, muitas vezes, tem vontade de tirar a própria vida, pode acabar por não dar a atenção devida a essa fala tão séria.
Além de não ignorar esse tipo de fala, também é preciso ficar atento a outros sinais que são dados, que podem indicar a depressão e a vontade de se suicidar. Confira alguns dos sintomas que devem ser acompanhados e levados a sério:
Tristeza persistente; postagens relacionadas a suicídio ou depressão profunda nas redes sociais; perda de interesse em atividades que antes davam prazer; fadiga; falta de energia; alteração no sono; irritabilidade; alterações no apetite; choro sem razão aparente; ideias de morte; dores e sentimento de inutilidade.
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