Atualizado em 07/01/2021 18:17 por Rubens Silva
Revogada lei que ‘engessava’ o Legislativo; salários serão reduzidos
De acordo com os novos vereadores com apenas dois cargos fica impraticável a atividade legislativa.

Para corrigir uma falha ocorrida no final da última gestão, a Câmara Municipal de Goioerê se reuniu nesta quinta-feira, dia 7, para revogar uma lei aprovada em 22 de dezembro do ano passado, que reduziu drasticamente os cargos de técnicos e assessores da Casa, passando de 8 para apenas 2.
De acordo com os novos vereadores com apenas dois cargos fica impraticável a atividade legislativa. “Precisamos dar condições de trabalho aos vereadores. O que fizeram foi retaliação. Por isso, tivemos que corrigir esse erro”, afirmou o presidente da Câmara, Herley Kleber Dantas de Oliveira – Professor Paraíba.
Paraíba destaca que os novos vereadores estão com muita vontade de trabalhar, mas para que isto aconteça é preciso oferecer condições para que todos possam desenvolver a sua função. “Goioerê vive um novo tempo de progresso e desenvolvimento, e precisamos da união de todos e de um voto de confiança da população para juntos construirmos a cidade melhor”, afirmou.
O presidente também anunciou que já está sendo estudada uma reformulação do quadro funcional do Legislativo com a proposta de promover a diminuição de salários dos servidores. “Vamos promover economia sim, mas de uma forma coerente e responsável”, declarou.
Para que o projeto fosse votado, o presidente da Câmara e os vereadores conversaram com representantes de diversos segmentos da sociedade, como ACIG, Observatório Social, Rotary, Maçonaria e outros.
LUCI ALVINO
Os ex-vereadores aprovaram no final dos seus mandatos esse projeto sem nenhuma análise ou estudo técnico. Essa medida impensada comprometeu toda a engrenagem de funcionamento do Legislativo. “É preciso fazer uma reestruturação na Câmara sim, mas de forma inteligente, mas não do sentimento de ira e vingança”, ressaltou ela, afirmando que a melhor solução é diminuir os salários.
PATRIK PELÓI
Para o vereador Patrik Pelói não houve coerência na aprovação dessa lei que desestruturou o Poder Legislativo. Ele conta que a justificativa na época era economia, por isso, fez uma emenda propondo redução de salários que não foi aceita. “Ficou claro que os ex-vereadores agiram com sentimento de vingança”, destacou.
ELTON MAIA
Depois de fazer um comparativo com as Câmaras da região o vereador Elton Maia destacou que realmente é necessário um número mínimo de funcionário. “Precisamos de uma certa estrutura para oferecer um bom trabalho para nossa população”, afirmou ele.
Elton também questionou porque os ex-vereadores não votaram esse projeto antes da eleição. “Isso foi retaliação, covardia, vingança e raiva do povo por não terem sido reeleitos”, disparou justificando que não é a favor da nomeação de mais 8 servidores, mas apenas 2 é muito pouco. O vereador também defende a diminuição de salário dos servidores. “Nenhum funcionário pode ter salário maior que o patrão”, ironizou.
MÁRCIO LACERDA
O vereador Márcio Lacerda destacou que os ex-vereadores tiveram quatro anos para fazer essa mudança e não fizeram. “Somente votaram no final dos seus mandatos. Nós vamos fazer economia sim, mas de forma responsável”, afirmou.
FABIANO BARBOSA
Antes de ser favorável a anulação da lei, o vereador Fabiano Barbosa afirmou que questionou os funcionários da Câmara para confirmar a necessidade dos cargos que foram extintos. “Afetou sim o funcionamento do Legislativo, inclusive prejudicou o atendimento da população”, contou. “Baixar salários sim, mas a população precisa ser bem atendida”, frisou.
RICARDINHO MARTINS
“Os ex-vereadores jogaram essa batata quente para nós”, resumiu o vereador Ricardinho Martins, ao afirmar que sem um número ideal de funcionário não tem como trabalhar. “Foi uma pena essa atitude dos ex-vereadores, mas a engrenagem da Câmara precisa rodar. Queremos trabalhar e precisamos dessa estrutura”, completou.
FÁBIO PLAZZA
O vereador Fábio Plazza declarou que a lei foi aprovada a ‘toque de caixa’ no apagar das luzes e desestruturou o Poder Legislativo e inviabilizou o atendimento da população. Ele também denunciou que os ex-vereadores usaram uma importante instituição como o Observatório Social para justificar uma retaliação contra os novos vereadores.
“Não voto pelo aumento de cargos, voto pelas condições de oferecer um trabalho digno para a população de Goioerê, em especial a todos que acreditaram em mim”, afirmou destacando que cobrará uma atuação eficiente de cada um dos funcionários daquela Casa de Leis.
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