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Atualizado em 12/03/2021 20:58 por Rubens Silva

Sintomas, gravidade e recuperação: o que aprendemos em um ano de pandemia

Embora alguns sintomas já sejam considerados mais clássicos da Covid-19, como febre, tosse e cansaço, nem todo mundo com a doença manifestará os mesmos sinais.

Após um ano da confirmação do primeiro caso de covid-19 no Paraná e da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que estávamos vivendo uma pandemia, muita coisa já se sabe a respeito de como se comporta o vírus.
Em todo o estado, 745 mil pessoas foram infectadas e o coronavírus fez 13 mil vítimas. Apesar do alto número de mortes, especialistas entenderam melhor a doença, entenderam como o vírus se comporta e dezenas de vacinas surgiram para combater a covid-19.

SINTOMAS VARIAM
Embora alguns sintomas já sejam considerados mais clássicos da Covid-19, como febre, tosse e cansaço, nem todo mundo com a doença manifestará os mesmos sinais.
Dos sintomas menos comuns, porém ainda assim associados à doença, de acordo com dados da OMS, estão: Dor de garganta; Diarreia; Conjuntivite; Perda do olfato e paladar; Erupção cutânea; Descoloração dos dedos das mãos e dos pés. Sintomas mais graves e que exigem mais atenção são: Dificuldade para respirar; Falta de ar; Dor ou pressão no peito; Perda da fala ou de movimento.

Algumas doenças aumentam risco de complicação
Dados do Boletim Epidemiológico nº 52 do Ministério da Saúde, que reúne informações da última semana de fevereiro de 2021, reforçam os achados de especialistas: pessoas com comorbidades têm risco aumentado de complicações da Covid-19.
Dos 30 mil óbitos por Covid-19 registrados do início de 2021 até aquele momento, 63% dos pacientes tinham pelo menos uma comorbidade. Problemas cardíacos e diabete foram as mais frequentes.
No caso de diabete, inclusive, há a discussão de que a infecção pelo novo coronavírus poderia até mesmo desencadear essa doença crônica entre pessoas com uma predisposição, além de aumentar o risco de complicações da Covid-19 entre aqueles que já tenham a doença.
Excesso de peso ou obesidade também são condições que exigem mais atenção. Pesquisadores da Unicamp, na tentativa de explicar por que esse grupo de pessoas teria maior risco de Covid-19 grave, sugerem que o coronavírus é capaz de se “esconder” nas células do tecido adiposo, formando um reservatório para o vírus e aumentando o tempo da doença.
Recuperação exige de exercícios respiratórios a reabilitação olfativa
Com um número significativo de pessoas que, mesmo após a doença, ainda sentem o impacto da Covid-19, a reabilitação será a palavra-chave.
Devido à doença, mas também aos procedimentos usados normalmente em longos tratamentos nos hospitais, como a intubação (respiração por aparelhos), é comum que os pacientes tenham sintomas de fraqueza muscular, dificuldade para engolir ou respirar, perda de peso e mesmo transtornos emocionais.
Para tanto, exercícios físicos que promovam o resgate da capacidade respiratória e até mesmo uma reabilitação olfativa podem ser indicados.
Um artigo publicado na revista científica American Journal of Rhinology & Allergy sugere alguns alimentos e substâncias que podem ser incluídas em um “treinamento olfatório caseiro”, como por exemplo: Café; Cravo; Mel; Vinagre de vinho tinto; Pasta de dente de menta; Essência de baunilha, Suco de tangerina do tipo concentrado.
A orientação é de que a pessoa cheire uma pequena porção de cada um desses produtos por 10 segundos, com intervalo de 15 segundos entre eles, duas vezes ao dia, durante pelo menos três meses. Esse período pode se estender, caso necessário.

(Com informações: Tribuna PR)

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