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Goioerê - PR > Policial

Atualizado em 18/03/2017 01:12 por Rubens Silva

HILDO DE AGUIAR: DA FARMÁCIA A PAPELARIA

Ele conta que viu cada passo do desenvolvimento de Goioerê e que na sua visão o Município devia ter crescido muito mais e que os políticos da época não deixaram.

Prestes a completar 90 anos de idade, “seo” Hildo se emociona ao relembrar os dias vividos, onde com muito trabalho venceu muito obstáculos e que fez deste pedacinho do Brasil o seu lar, escolhendo este chão para viver.
Tempo é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos e etc. E falar de pioneirismo e falar do tempo, falar de HILDO DE AGUIAR é falar de alguém que viveu da juventude a terceira idade, que engoliu a poeira e amassou a lama como ele próprio diz.
Em 1952 seu cunhado Antonio Lougon Moulin, vendeu a farmácia que tinha em Lins e influenciado pelo amigo José Marques de Almeida, veio conhecer as terras devolutas do Paraná onde o Governo do Estado tinha plano de colonização e aqui chegando, extasiaram-se com a beleza e mistérios da floresta densa e diante da exuberância das matas que evidenciava a existência de terras férteis, cada um comprou um lote com área de 200 alqueires, as terras que Moulin adquiriu hoje está localizado a cidade de IV Centenário.
O Patrimônio de Goioerê com a abertura das primeiras ruas, os comércios começaram a surgir, o movimento comercial aumentava a cada dia, foi então que Antonio Moulin resolveu além de adquirir as terras, montar uma farmácia aqui na recém aberta avenida Moisés Lupion.
Em visita a seu sogro que estava construindo um hotel na cidade de Arapongas encontrou Hildo de Aguiar que já havia trabalhado em sua farmácia em Lins, e o convidou para trabalhar aqui em Goioerê. Começando assim a história do senhor Hildo de Aguiar em nesta cidade.
Naqueles tempos manipulavam-se remédios, muitas vezes realização até pequenos procedimentos cirúrgicos na farmácia, pois havia muito trabalho braçal e acidentes eram comuns com machado, foice e facão, além das muitas brigas nos botecos que resultavam em facadas.
A farmácia recebeu o nome de Moulin e um pouco abaixo havia também um pequeno posto de atendimento do Gil Marques de Almeida, filho de José Marques de Almeida que depois viraria também uma farmácia
“Seo” Hildo relata que a cidade em 1953 era ainda cercada por fazendas e matas e que os trabalhadores anônimos que vieram para fazer os serviços braçais, viam tudo iluminado no meio da selva, em um espetáculo muito bonito, pois a iluminação era feita através de um motor gerador movido a gasolina que funcionava das 20 horas à meia noite e estava instalado no recém construído hotel.
Hildo comprou a farmácia de Antonio Moulin, trabalhando como farmacêutico até 1959, ficou parado por um ano, já que Gil Marques havia estruturado sua farmácia onde trabalhava Antonio Correia Paz (Toninho), depois disso, Hildo montou um bazar no mesmo local onde funcionava a sua farmácia e vendia de tudo, principalmente artigos de papelaria, colocando no comércio o nome de PAPELARIA BRASIL, onde permanece até hoje !
Com os olhos cheio de lágrimas, Hildo Aguiar conta que viu cada passo do desenvolvimento de Goioerê e que na sua visão o município era para ter crescido muito mais e que os políticos da época não deixaram.
O pioneiro casou-se com a Senhora Dalila e da união dos dois nasceram três filhos: VERA LÚCIA, EDUARDO E SERGIO MARCOS.
FICAM AQUI AS NOSSAS SINCERAS HOMENAGENS A MAIS ESSE PIONEIRO QUE DEU PARA GOIOERÊ O QUE O SER HUMANO TEM DE MAIS PRECIOSO, O TEMPO DE SUA VIDA. “CADA SEGUNDO QUE PASSA É UM MILAGRE QUE JAMAIS SE REPETE”

ANTONIO PAZ JÚNIOR

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