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Atualizado em 14/05/2021 18:19 por Rubens Silva

No Paraná, fila de espera por leitos Covid dobra em menos de um mês

No dia 15 de abril, por exemplo, 250 pessoas aguardavam para serem internadas, 100 delas esperando por um leito clínico e 150 por um leito de UTI. No dia 13 de maio, no entanto, já eram 551 pessoas na fila.

Com a pandemia do novo coronavírus dando sinais de agravamento no Paraná, inclusive com a taxa de transmissão da doença (Rt) acima de 1 desde o final de abril no estado (segundo dados do Laboratório de Estatística e GeoInformação da Universidade Federal do Paraná), o sistema de saúde paranaense volta a sofrer para lidar com a demanda crescente por atendimento e internação de pacientes com Covid-19.
Conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa-PR) e compilados pelo Bem Paraná, em menos de um mês a fila de espera por um leito Covid no SUS mais do que dobrou. No dia 15 de abril, por exemplo, 250 pessoas aguardavam para serem internadas, 100 delas esperando por um leito clínico e 150 por um leito de UTI. No dia 13 de maio, no entanto, já eram 551 pessoas na fila, 265 aguardando por um leito clínico e 286 por leito de UTI.
Isso significa que a fila de espera por um leito Covid cresceu 120,4% em 29 dias, com alta de 90,7% no número de pessoas aguardando por um leito de UTI e de 165% no de pessoas aguardando por um leito clínico.
Desde que a terceira onda da doença pandêmica passou a afetar o Paraná, o momento mais crítico foi registrado em meados de março, entre os dias 8 e 20 daquele mês, quando mais de mil pessoas aguardavam para serem internadas. Contudo, depois de atingir o pico em 16 de março, com 1.357 pacientes aguardando por internação, a fila de espera por leitos Covid começou a retroceder, chegando aos 250 pacientes em 15 de abril - uma redução de 81,58% em pouco menos de um mês.
Até o final de abril a fila de espera por leito Covid não voltaria a ficar com mais de 400 pacientes. Nos últimos dias, porém, os números voltaram a subir e de forma acelerada: em 5 de maio eram 335 pessoas na fila e, no dia seguinte, 440. O número caiu nos dias seguintes e chegou a 395 no dia 8, mas desde então subiu quatro vezes consecutivas, com 407 pacientes em 9 de maio; 481 no dia 10; 535 no dia 11; e 577 no dia 12. Ontem, já eram 551 pessoas aguardando por internação, com diminuição na fila por leito clínico, mas crescimento da fila de espera por uma UTI.

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