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Atualizado em 22/05/2021 21:25 por Rubens Silva

Veja o que já se sabe sobre a variante indiana do coronavírus, que chegou ao Brasil

O portal RIC Mais conversou com a médica infectologista Viviane de Macedo, doutora em Ciências e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo, para falar sobre o cenário da variante indiana até o momento.

Mas afinal, o que os médicos já sabem sobre a nova variante? O portal RIC Mais conversou com a médica infectologista Viviane de Macedo, doutora em Ciências e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo, para falar sobre o cenário da variante indiana até o momento.
Confira a entrevista na íntegra com a Dra. Viviane Macedo:

O que é a variante Indiana do coronavírus?
“A variante indiana, também chamada de B.1.617 foi detectada na Índia em outubro de 2020 e agora ela já foi identificada em mais de 21 países. Qual é a particularidade dela: ela tem 13 mutações e as mutações que nós nos preocupamos estão na proteína S, porque é ela que se liga ao receptor da célula humana. Sempre que há mutações nessa proteína significa que o vírus está se especializando para se ligar de forma mais eficaz e de maneira mais rápida às células”.

A transmissão é maior com a nova variante?
“Em relação à transmissibilidade, ela ainda está sendo estudada, parece que no início pensou-se que ela pudesse ser mais transmissível que a variante britânica e a variante P.1, mas os estudos atuais estão mostrando que a infectividade dela é bem parecida, o que significa que ela pode ser 30% mais infectante do que as variantes lá do ano de 2020, quando elas eram menos transmissíveis”.

As vacinas existentes são eficazes contra a variante?
“Não há ainda estudos mostrando que elas não sejam eficazes. A partir de agora, a gente tem que aguardar estudos principalmente com a Oxford/AstraZeneca e com a Pfizer, que podem ser disponibilizadas na Índia e outros países do continente europeu onde já se encontram essas variantes para a gente ter esses dados.”

Como está a situação do Paraná com a variante indiana?
“Ainda não há casos relatados aqui no Paraná, ou identificados pela vigilância epidemiológica. O que a gente sabe são de casos no Maranhão, inclusive um dos pacientes, um indiano, está hospitalizado em caso grave no Maranhão, vindo de um navio. No Paraná, a grande preocupação é porque se têm casos na Argentina, existe, por conta da fronteira, um risco muito importante desses casos entrarem no Paraná”.

Quais são os principais cuidados para prevenir essa infecção?
“Os cuidados são os mesmos. O vírus só se dissemina por meio de pessoas. Então a gente tem que evitar aglomerações, manter a máscara, fazer o isolamento social e o uso do álcool em gel, é isso que a gente tem que fazer.”

(Com informações Ricmais)

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