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Atualizado em 30/05/2021 16:04 por Rubens Silva

Com saúde em colapso na região, populares se revoltam durante protesto

Com medo de agressões e em um nível máximo de estresse, técnicos, enfermeiros e até médicos ameaçam não ir para o trabalho no dia seguinte.

O sistema de saúde colapsou em toda região. A situação, que já era trágica, atingiu um nível desalentador neste sábado, dia 29, em Umuarama, com a falta de leitos.
Um paciente morreu poucas horas depois de receber os primeiros atendimentos no Ambulatório Municipal de Síndromes Gripais, porta de entrada dos pacientes com Covid na cidade. A estrutura passa longe de ser a ideal para internamentos, como vem acontecendo.
Outras três pessoas entraram em óbito no Pronto Atendimento (PA) nos últimos sete dias, à espera de leitos de UTI em hospitais da macrorregião noroeste. O trabalho de regulação é atribuição da Secretaria de Estado da Saúde.
O PA está superlotado. Neste sábado, eram 21 pacientes no local, sendo nove intubados, quatro esperando intubação e oito em enfermaria.
No início da noite houve um início de protesto em frente ao Pronto Atendimento. Familiares ficaram revoltados ao receber a notícia de que não havia vagas em hospitais para a transferência imediata.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas. “Eles vão ter que se virar para conseguir uma vaga”, disse um homem, em tom exaltado.
Seis pacientes foram encaminhados do Ambulatório para a Uopeccan, mas houve um atraso de pelo menos uma hora e meia para o ingresso no hospital, que afirma não ter sido comunicado em tempo pela Central de Leitos.
Uma fila de ambulâncias se formou na frente do hospital.
O quadro em Umuarama ganha contornos ainda mais dramáticos com a exploração política em torno da operação Metástase, deflagrada pelo Ministério Público. Os promotores apuram um provável desvio de R$ 19 milhões do Fundo Municipal de Saúde.
De acordo com um profissional de saúde ouvido por OBemdito, a população perde duas vezes da forma como o assunto vem sendo apresentado.
“Não há vagas para tantas pessoas doentes. A população precisa se conscientizar disso e reforçar a prevenção. Ultrapassamos todos os limites razoáveis”, afirmou.
“Ou o governo do Estado amplia o número de leitos credenciados ou pede ajuda para outros estados, assim como aconteceu lá no Amazonas. Se nada for feito com extrema urgência, o cenário vai ficar ainda mais desesperador nos próximos dias e pessoas vão começar a morrer dentro de casa”, acrescentou.
Convocado às pressas para explicar a real situação aos jornalistas, o coordenador técnico do PA, Anderson Luiz Candiani, disse que a pressão sob os profissionais neste momento prejudica ainda mais a situação.
Com medo de agressões e em um nível máximo de estresse, técnicos, enfermeiros e até médicos ameaçam não ir para o trabalho no dia seguinte.

(Com informações: OBemdito)

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