Atualizado em 30/09/2021 17:52 por Rubens Silva
Desvio de energia por ‘gato’ resulta em aumento de 40% na conta; confira
Segundo a Copel, o furto de energia sobrecarrega a rede elétrica e prejudica o fornecimento de energia, podendo causar inclusive, acidentes fatais. Além disso, a prática também pode prejudicar os consumidores que pagam sua conta de luz regularmente.

A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) registrou neste ano um aumento significativo na quantidade de energia elétrica recuperada (ou cobrada) em função de procedimentos irregulares, como os famosos gatos (furtos de energia elétrica).
Entre janeiro e setembro deste ano, por exemplo, foram recuperados 140 Gigawatts-hora (GWh), o que aponta para um aumento de 39% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram cobrados 100 GWh nos nove primeiros meses do ano.
De acordo com a companhia, a energia, recuperada após a emissão de 10.292 autuações por fraude ou furto de energia no período analisado deste ano (enquanto ao longo de todo o ano de 2020 houveram 16.205 multas), seria suficiente para abastecer casas, indústrias e comércio de uma cidade com cerca de 10 mil habitantes.
Anteriormente, entre os anos de 2018 e 2020, a Copel realizou em todo o Paraná mais de 150 mil inspeções, flagrando irregularidades (ou seja, casos de furto de energia) em 33.823 dos locais visitados. Isso significa, basicamente, que em mais de um quarto das ações de fiscalização (26% do total) a Companhia acaba descobrindo alguma irregularidade na unidade consumidora.
Quando descoberto, o responsável pelo “gato” recebe cobrança do valor consumido de forma ilegal, de custos administrativos (com base em uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel) e ainda pode ser punido criminalmente, uma vez que o furto de energia elétrica é crime previsto em lei, sujeito a prisão com flagrante, inclusive.
Se a irregularidade constatada for por desvio na corrente que passa no medidor, por exemplo, a pena prevista é de reclusão de um a quatro anos e multa. Já o “gato” por adulteração do medidor caracteriza estelionato e tem pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa.
TODOS PAGAM A CONTA
Segundo a Copel, o furto de energia sobrecarrega a rede elétrica e prejudica o fornecimento de energia, podendo causar inclusive, acidentes fatais. Além disso, a prática também pode prejudicar os consumidores que pagam sua conta de luz regularmente, uma vez que parte dos valores pode ir para a conta dessas pessoas.
Por isso, a Copel mantém um trabalho constante de fiscalizações, identificando para inspeção aquelas unidades consumidoras com inconsistências ou variações de consumo. Caso constatado o procedimento irregular, é iniciado um processo de cálculo e cobranças do que foi desviado. Em alguns casos, o roubo de energia elétrica pode até mesmo virar caso de polícia.
As perdas comerciais decorrentes de furto que não são flagradas pela companhia, no entanto, acabam encarecendo a tarifa. Por isso, é importante que o consumidor que tenha informações sobre esse tipo de prática faça a denúncia pelo telefone 0800 51 00116.
(Com informações Bem Paraná)
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