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Atualizado em 15/10/2021 17:02 por Rubens Silva

Desespero por comida leva Paraná a pedir que supermercados doem carcaças e ossos às famílias

A definição veio após uma grande procura por parte da população destes itens como alternativa desesperada pra completar refeições por causa da crise e altas constantes nos preços de produtos da cesta básica no Brasil.

Uma recomendação administrativa publicada pelo governo do Paraná pede para que supermercados e açougues do Paraná não vendam ossos de boi ou carcaças de frango e peixe, mas que doem para quem precisa.
A definição veio após uma grande procura por parte da população destes itens como alternativa desesperada pra completar refeições por causa da crise e altas constantes nos preços de produtos da cesta básica no Brasil.
O Procon do Paraná, vinculado à Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, e a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) emitiram uma recomendação administrativa aos mercados, açougues e supermercados para que não comercializem ossos de boi ou carcaças de frango e de peixe a pessoas de baixa renda.
O documento foi assinado nesta sexta-feira, dia 15, e pede aos estabelecimentos que optem pela doação.
Segundo a chefe do Procon, Claudia Silvano, a recomendação é necessária porque a prática é uma vantagem manifestamente excessiva. “O documento significa um esforço de vários atores da sociedade para que haja a adesão dos estabelecimentos nesse momento tão delicado da economia”, afirmou. “É uma situação atípica. É preciso olhar para esse público”.
O secretário Ney Leprevost disse que vender este tipo de produto é exploração a um consumidor que está extremamente vulnerabilizado financeiramente. “Não podemos fechar os olhos para essa realidade. Ao invés da venda, os estabelecimentos devem optar pela doação, desde que respeitada a legislação sanitária, com vistas a garantir todos os requisitos de segurança para o consumo do produto”, ponderou.
A inflação de setembro (1,16%), último indicador divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a mais alta para o mês desde 1994 – no acumulado de 12 meses já atingiu 10,25%. O grupo Alimentação e Bebidas tevem alta de 1,02%. Contribuiram para o resultado o frango inteiro (4,50%) e o frango em pedaços (4,42%). Os preços das carnes bovinas (-0,21%) recuaram após sete meses consecutivos de alta, acumulando variação 24,84% nos últimos 12 meses.

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