Manancial News menu

Goioerê - PR > Policial

Atualizado em 17/02/2022 14:27 por Rubens Silva

TSE fecha acordo com plataformas digitais para combater fake News no período eleitoral

Firmaram o compromisso o Twitter, WhatsApp, TikTok, Instagram, Facebook, Google, YouTube e Kwai. O Telegram, rede que tem sido ameaçada de banimento do País por não colaborar com a Corte, não enviou representantes à reunião.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se reuniu nesta semana, com representantes de plataformas digitais para assinar um acordo de combate à disseminação de fake news no processo eleitoral deste ano.
Firmaram o compromisso o Twitter, WhatsApp, TikTok, Instagram, Facebook, Google, YouTube e Kwai. O Telegram, rede que tem sido ameaçada de banimento do País por não colaborar com a Corte, não enviou representantes à reunião.
A parceria do TSE com redes sociais começou nas eleições municipais de 2020. Junto às empresas de tecnologia, o tribunal traça estratégias para combater a divulgação de desinformação que possa comprometer a legitimidade e a integridade das eleições.
Atual vice-presidente do TSE, prestes a substituir Barroso à frente da Corte, a partir do dia 22, o ministro Edson Fachin ressaltou que espera eleições "limpas, livres e seguras". A disseminação de notícias falsas nas eleições presidenciais de 2018 levou à abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o disparo em massa de fake news na campanha.
Este ano, a realização das eleições também está envolta em tensão. A lisura do processo eleitoral foi questionada diversas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro; o ministro Braga Netto, da Defesa, chegou a condicionar o pleito à adoção do voto impresso e mandou um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira, ameaçando não haver eleição, como mostrou o Estadão.
"Nosso objetivo é desenvolver ações para coibir e também neutralizar a disseminação de notícias falsas nas redes sociais durante as eleições deste ano. Paz e segurança nas eleições de 2022", afirmou Fachin.
Por meio do acordo, as empresas se comprometem a priorizar a exibição de informações oficiais em suas plataformas. No caso do WhatsApp, por exemplo, quem receber mensagens suspeitas poderá preencher um formulário no site da Justiça Eleitoral. Caso o conteúdo seja considerado como disparo ilegal de campanha, o tribunal vai requisitar à plataforma a exclusão da conta. Se o TSE concluir que há relação direta com alguma campanha, a candidatura pode sofrer sanções, que vão de multa até a cassação.
O programa firmado pelo acordo se baseia em três iniciativas, segundo o TSE: impulsionar informações de fontes oficiais; promover capacitação para identificar fake news e dar enfoque a controle de comportamento - como, por exemplo, limitar o número de vezes que uma mensagem pode ser compartilhada. Excepcionalmente, segundo o tribunal, também pode haver controle de conteúdo.
O TSE vem aumentando a pressão sobre o Telegram em busca de colaboração. Sem representação no Brasil, o aplicativo ignora tentativas de diálogo feitas pela Corte. "Qualquer ator relevante na comunicação social tem que estar sujeito à Justiça brasileira", afirmou Barroso no início do mês.

Mais notícias

Veja também:

Mais de 200 bocas de lobo foram limpas através do programa ‘Bueiro Limpo’

A limpeza melhora o escoamento das águas pluviais, prevenindo problemas com alagamentos e água parada que podem gerar a proliferação do mosquito da dengue.

Ginásio de Esporte fechado no Parque Industrial será transformado em uma empresa de confecção; confira

O antigo ginásio será cedido através de processo licitatório. Já tem empresa no setor da confecção interessada no espaço com uma previsão inicial de gerar cerca de 50 novos empregos.

Funcionários dos Correios pedem socorro; ‘não dá tempo nem para ir ao banheiro’

Ao falar com os funcionários ela foi informada que a equipe de funcionário está bastante reduzida e ainda tem as baixas devido ao coronavírus.