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Atualizado em 16/09/2022 14:39 por Rubens Silva

Sem uma das mãos, destaque da seleção paranaense de handebol rouba a cena nos Jogos da Juventude

“Se a gente tem um sonho, a gente tem que correr atrás. Não é por termos algo que supostamente nos impeça, que não devemos tentar. O não a gente já tem. Temos que ir sempre atrás do nosso sim. Corram atrás dos seus sonhos, tudo é possível”, declarou ela.

A seleção paranaense de handebol feminino perdeu para a equipe de Piauí nesta quarta-feira, dia 14, em jogo válido pelo Grupo A dos Jogos da Juventude 2022, que estão sendo disputados em Aracaju no Sergipe. O placar de 22 a 20 mostra equilíbrio, mas para uma atleta do selecionado do Paraná a melhor palavra é superação.
Aos 17 anos, Jéssica Itati Dias defende há anos a equipe de Santo Antônio do Sudoeste. Ela é destaque desde as categorias inferiores, e sempre serviu de inspiração às companheiras e treinadores. O motivo: ela não possui a mão direita.
“Se a gente tem um sonho, a gente tem que correr atrás. Não é por termos algo que supostamente nos impeça, que não devemos tentar. O não a gente já tem. Temos que ir sempre atrás do nosso sim. Corram atrás dos seus sonhos, tudo é possível”, declarou ela, em entrevista ao site oficial do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Jéssica nasceu sem o membro por conta de uma má formação durante a gravidez de sua mãe, que tomou um remédio proibido para gestantes em razão de um erro médico, explicou a atleta. Todavia, a falta de uma das mãos nunca a fez desistir do esporte que adotou para si.
“Eu comecei a jogar mesmo em 2017, desde 2012 eu treinava. Comecei por incentivo das meninas, que já treinavam fazia um tempo, aí elas começaram a me falar pra tentar. Eu entrei, a treinadora e as meninas começaram a se adaptar comigo e eu me adaptei com elas. Foi ali que eu me encontrei no esporte”, relembrou.
Já em 2019, Jéssica se destacava nas disputas do Paranaense Juvenil de Handebol, e isso persistiu até o presente, o que a fez ser selecionada para o time paranaense para os Jogos da Juventude. A falta da mão direita nem de longe impediu o alto desempenho da jogadora dentro de quadra.
“O handebol me fez socializar com as pessoas. Nós, que temos deficiência, temos muito medo de como a sociedade vai nos receber. Com o handebol eu consegui perceber que as pessoas não têm o preconceito que a gente acha que elas têm. Me ajudou muito a ampliar a roda de amigos, de convivência”, sentenciou ela.
“Tenho uma frase que levo para minha vida, que é ‘o céu é o nosso limite. Se você quer, você consegue!’. Então não é por não ter uma mão ou algo assim que você não pode tentar. Quando recebi a notícia que tinha sido selecionada, para mim foi um choque. Sabia que tinha potencial, mas eu não esperava ser escolhida. Para eu estar em uma competição em um nível brasileiro, é uma alegria imensa, eu não consigo nem medir. Se vierem oportunidades, com certeza eu vou abraçar e vou aceitar o desafio. Eu quero muito continuar”, finalizou.

(Com informações Banda B)

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