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Atualizado em 29/05/2017 00:57 por Rubens Silva

Temer tira Osmar Serraglio do Ministério da Justiça

No período, Serraglio sofreu críticas de auxiliares do próprio ministério e de assessores de Temer. Ele também convivia com o desgaste provocado por aparecer em um dos grampos da Operação Carne Fraca.

Na tentativa de sobreviver à crise provocada pela delação da JBS, o presidente Michel Temer decidiu trocar o comando do Ministério da Justiça.
Neste domingo, dia 28, o Planalto confirmou em nota a demissão de Osmar Serraglio (PMDB-PR) e a escolha imediata do substituto, Torquato Jardim. Ele estava na pasta da Transparência, que será ocupada por Osmar Serráglio.
O destino de Serraglio será o Ministério das Transparência, evitando o retorno dele ao mandato de deputado federal, o que tiraria da Câmara o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), filmado pela Polícia Federal (PF) recebendo uma mala com R$ 500 mil em uma das ações controladas da delação da JBS.
Loures foi afastado do mandato pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. O presidente já havia confidenciado a interlocutores o desejo de promover a mudança. O Planalto, contudo, teme uma possível delação de Loures, que perde o foro privilegiado caso Serraglio não seja nomeado para outro ministério e volte para a Câmara.
No entanto, mesmo que Loures fique sem foro, ele seguiria na investigação em curso no STF, aberta após a delação da JBS, pois está no mesmo inquérito de Temer e do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A ideia de colocar Torquato na Justiça se deve ao trânsito do jurista nos tribunais superiores, algo considerado fundamental para evitar a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Levado à Esplanada pela bancada do PMDB, Serraglio encerra uma passagem de apenas três meses pelo Ministério da Justiça. O paranaense assumiu no final de fevereiro, depois que Alexandre de Moraes deixou à pasta em razão da indicação para o STF.
O deputado será substituído por uma escolha de perfil técnico. Titular da Transparência desde junho de 2016, Torquato Jardim é advogado e professor, com a carreira focada no Direito Eleitoral. Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidiu o Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) de 2002 a 2008. Professor de Direito Constitucional na Universidade de Brasília (UnB) por quase 20 anos, Torquato tem pós-graduação nos Estados Unidos e na França, pelas universidades de Michigan e Georgetown e pelo Instituto Internacional de Direitos do Homem.

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