Atualizado em 14/11/2024 00:48 por Rubens Silva
Pai diz que filho foi esmagado por carro: “Ele pensou que fosse um cachorro e passou por cima”
O acidente aconteceu quando Richard estava com a irmã de 10 anos, atravessando a rua após irem a uma conveniência próxima. Segundo o pai, ao retornar, o menino soltou a mão da irmã e, nesse momento, foi atropelado.

A perda do pequeno Richard Ferreira dos Santos, de apenas 2 anos, vítima de um acidente na noite de sábado (9), em frente ao Parque das Torres, em Campo Mourão, deixou uma família devastada. Inconformado e abalado, o pai do menino, Richard Anderson Ferreira de Melo, de 28 anos, falou à imprensa nesta quarta-feira (13) sobre o impacto dessa tragédia e a dor que tomou conta da família.
O acidente aconteceu quando Richard estava com a irmã de 10 anos, atravessando a rua após irem a uma conveniência próxima. Segundo o pai, ao retornar, o menino soltou a mão da irmã e, nesse momento, foi atropelado. “O motorista disse que pensou que havia atropelado um cachorro e não parou logo após a batida. O carro passou por cima do corpinho dele que ficou esmagado. Quando cheguei, meu filho estava embaixo do carro, já na parte de trás,” contou Melo, lembrando dos gritos da irmã e das pessoas ao redor que tentavam alertar o motorista.
Após a colisão, o motorista, que estava sem habilitação, teria tentado levar a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Pela gravidade dos ferimentos, pedi para que fosse levado à Santa Casa, mas ele seguiu para a UPA. Lá, ele pedia perdão e dizia que pensava ter atropelado um cachorro, mesmo com os gritos das pessoas para que parasse,” relatou o pai, ainda buscando entender por que o motorista não parou antes.
A fatalidade foi ainda mais dolorosa devido às condições em que o corpo foi encontrado. “O corpo estava esmagado e só fizemos uma oração para que ele pudesse descansar em paz,” disse o pai, sobre o breve velório.
Ele descreveu o filho como uma criança amorosa e dedicada, sempre atento aos detalhes e cuidadoso com a família. “Meu filho era muito amoroso. Quando eu chegava do trabalho, ele tirava minha bota e pegava o chinelo para eu tomar banho. Seu sonho era que tivéssemos um carro,” relembra, emocionado.
A família, que havia se mudado de Nova Aliança, em Minas Gerais, para Campo Mourão em busca de novas oportunidades, agora busca retornar à sua cidade natal. Uma vaquinha foi organizada para ajudar no retorno da família. “Viemos para Campo Mourão com esperança de uma vida nova, mas agora estou deixando meu coração para trás,” desabafou Melo.
Abalado, o pai revelou que está em tratamento psicológico e tomando medicação para lidar com o luto. Mesmo com a dor, ele afirmou que não deseja mal ao motorista, mas espera que a justiça seja feita para que outras tragédias como essa sejam evitadas.
(Com informações: Tá Sabendo.com)
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