Atualizado em 18/12/2024 12:20 por Rubens Silva
Goioerê deve ser superada por Ubiratã em números de habitantes a partir de 2033; aponta estudo do Ipardes
Atualmente segunda colocada entre as cidades da Comcam com 28.887 habitantes, Goioerê deverá perder sua posição para Ubiratã, que hoje conta com 22.740 moradores. Segundo as projeções do Ipardes, a ‘virada’ ocorrerá em 2033.

A população paranaense estará cada vez mais concentrada em grandes centros urbanos nas próximas décadas. Essa é uma das conclusões do novo estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), divulgado nesta terça-feira (17), que analisa as projeções populacionais dos 399 municípios do Paraná. O levantamento revela que, com algumas exceções, a maioria das cidades da região da Comcam deverá enfrentar queda no número de habitantes.
Atualmente segunda colocada entre as cidades da Comcam com 28.887 habitantes, Goioerê deverá perder sua posição para Ubiratã, que hoje conta com 22.740 moradores. Segundo as projeções do Ipardes, a ‘virada’ ocorrerá em 2033, quando Ubiratã atingirá 27.306 habitantes, enquanto Goioerê contará com 27.298.
Até 2050, 26 municípios deverão concentrar cerca de 60% da população do Paraná. Hoje, 22 cidades têm mais de 100 mil habitantes, segundo o Censo 2022, incluindo Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, entre outras. Esse número deverá crescer em 18% até 2050, com a entrada de Pato Branco e Paranavaí na lista das mais populosas.
As projeções indicam que Curitiba continuará como a maior cidade do Estado, sendo a única com mais de 1 milhão de habitantes. Londrina, com mais de 500 mil moradores, e Maringá, com 474 mil, seguirão como as principais cidades em termos populacionais. Cascavel e São José dos Pinhais deverão superar Ponta Grossa, formando um grupo de três cidades com mais de 400 mil residentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Paraná crescerá até 2044, alcançando 12,46 milhões de habitantes. Contudo, a partir de 2045, deverá ocorrer uma redução gradual, com a população estadual estimada em 12,40 milhões até 2050. A nível nacional, a inflexão na curva populacional está prevista para 2042, quando o Brasil deverá atingir 215,2 milhões de habitantes antes de iniciar um declínio.
O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, destacou que as projeções populacionais são fundamentais para orientar os gestores públicos na formulação de políticas mais eficazes e alinhadas à realidade. “Esses dados nos fazem refletir sobre os investimentos necessários para o futuro. Em 2050, cerca de 30% da população do Paraná terá mais de 60 anos, enquanto o número de crianças e jovens deverá diminuir”, afirmou.
O envelhecimento populacional deverá impactar diretamente as demandas por serviços públicos. "Haverá menos necessidade de creches e mais espaços voltados para idosos. Além disso, será preciso aumentar os investimentos em assistência social e saúde, considerando o crescimento da população idosa”, explicou Silva. Ele também alertou para os desafios econômicos decorrentes da redução da população economicamente ativa, o que pode impactar a capacidade produtiva do Estado.
As mudanças demográficas previstas para Goioerê e Ubiratã refletem uma tendência mais ampla de redistribuição populacional no Paraná. Enquanto grandes centros urbanos atraem mais moradores, cidades menores enfrentam o desafio de manter suas populações e promover o desenvolvimento econômico.
Para Goioerê, a previsão de perda da segunda posição na Comcam para Ubiratã pode ser um alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura, educação e oportunidades de emprego, buscando reter e atrair moradores. Por outro lado, Ubiratã demonstra potencial de crescimento, podendo se tornar uma referência regional na próxima década.
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