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Goioerê - PR > Policial

Atualizado em 17/06/2025 20:21 por Rubens Silva

Defesa afirma que acusado de decapitar idoso em Goioerê sofre de esquizofrenia e agiu durante surto

Segundo a defesa, o jovem já demonstrava sinais de desorientação e instabilidade mental, e precisa ser avaliado por peritos médicos. “Trata-se de uma pessoa doente, que necessita de tratamento urgente, e não apenas de punição penal”, disseram os defensores

O crime bárbaro ocorrido no último dia 11 de junho, em Goioerê, que resultou na decapitação de Moacir Tavares, de 64 anos, ganhou novos desdobramentos nesta semana. A defesa de Bartolomeu Paulo da Silva, de 25 anos, preso em flagrante pelo homicídio, afirmou que o acusado sofre de esquizofrenia e teria cometido o crime em meio a um surto psicótico.
Em entrevista, os advogados Pedro Ricardo Camargo e Rúbia Semprebom apresentaram o histórico de transtornos mentais de Bartolomeu e solicitaram que ele receba acompanhamento psiquiátrico especializado. Segundo a defesa, o jovem já demonstrava sinais de desorientação e instabilidade mental, e precisa ser avaliado por peritos médicos. “Trata-se de uma pessoa doente, que necessita de tratamento urgente, e não apenas de punição penal”, disseram os defensores.
O caso veio à tona após a Polícia Militar ser acionada para atender uma denúncia de violência doméstica. A esposa de Bartolomeu e a sogra conseguiram escapar da residência e alertaram a polícia. Ao chegarem ao local, os policiais descobriram a cena do homicídio. O acusado confessou o crime e indicou onde havia escondido a cabeça da vítima e o machado utilizado.
De acordo com a delegada Lorena Vieira, que conduz as investigações, a motivação do crime ainda é incerta. “Nem mesmo a esposa de Bartolomeu soube explicar o que teria levado o marido a cometer tamanha atrocidade. Estamos analisando todas as possibilidades e continuamos apurando os detalhes”, afirmou. A delegada também confirmou que o acusado e a vítima se conheceram recentemente, em uma negociação de aluguel de imóvel.
A defesa também reconheceu que Bartolomeu já fez uso de maconha, mas ressaltou que o consumo não teria relação direta com o ato violento. O foco da argumentação jurídica está centrado na condição psiquiátrica do acusado e na hipótese de inimputabilidade penal.

(Com informações: Goioerê é Assim)

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