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Atualizado em 29/10/2025 14:49 por Rubens Silva
Segundo as autoridades, o número de mortos ainda pode aumentar. O secretário afirmou que as pessoas que morreram reagiram com violência à ação policial, enquanto aquelas que se renderam foram presas.

A Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, resultou na morte de 121 pessoas, sendo 117 civis e quatro policiais. Os números foram atualizados nesta quarta-feira (29) pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, durante uma coletiva de imprensa.
Segundo as autoridades, o número de mortos ainda pode aumentar. O secretário afirmou que as pessoas que morreram reagiram com violência à ação policial, enquanto aquelas que se renderam foram presas. Ao todo, 113 pessoas foram detidas, sendo 33 oriundas de outros estados, além de dez adolescentes encaminhados a unidades socioeducativas. “A polícia não entra atirando, entra recebendo tiro”, afirmou Curi. “A operação estava planejada. O resultado quem escolheu não foi a polícia, foram eles”, completou.
CRÍTICAS E CONTROVÉRSIAS
A operação, considerada a mais letal da história do estado, vem sendo duramente criticada por organizações de direitos humanos, moradores e especialistas em segurança pública. Diversos grupos classificaram a ação como “massacre”, apontando risco excessivo à população civil e denunciando violações de direitos durante o confronto.
Em resposta, Felipe Curi negou que a ação possa ser considerada uma chacina.“Chacina é a morte ilegal. O que fizemos foi uma ação legítima do Estado para cumprimento de mandados de prisão e apreensão”, defendeu o secretário.
DIMENSÃO DA OPERAÇÃO
A Operação Contenção mobilizou 2,5 mil agentes de segurança e foi a maior ofensiva policial realizada no Rio nos últimos 15 anos. O objetivo era conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, sendo 30 expedidos pelo Estado do Pará, parceiro na operação.
Segundo a Polícia Civil, a ação resultou na apreensão de 118 armas, incluindo 91 fuzis, além de grande quantidade de drogas, ainda em fase de contabilização. “A operação de ontem foi o maior baque que o Comando Vermelho levou. Houve perda expressiva de armas, drogas e lideranças”, destacou Curi.
Durante os confrontos, escolas, comércios e unidades de saúde foram fechados, e o trânsito nas principais vias da capital ficou paralisado por horas, gerando pânico e insegurança entre os moradores.
POSIÇÃO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, apresentou uma leitura diferente sobre o número de vítimas. “As vítimas dessa operação são quatro inocentes feridos sem gravidade e quatro policiais que infelizmente faleceram. Os demais mortos eram criminosos que optaram por não se entregar”, declarou.
Victor dos Santos reconheceu que a alta letalidade era previsível, mas afirmou que não era o resultado desejado. Segundo ele, o conflito foi deslocado para uma área de mata, a fim de preservar a população civil, e a ação seguiu protocolos legais, incluindo o uso de câmeras corporais pelos agentes.
MAIOR OPERAÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS
Com 121 mortos, 113 presos e 118 armas apreendidas, a Operação Contenção marca um capítulo trágico e controverso na história recente da segurança pública fluminense. Enquanto o governo estadual defende a legitimidade da ação e exalta os resultados contra o crime organizado, entidades civis e especialistas pedem investigação independente e transparência, para que se apurem eventuais abusos e responsabilidades.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Durante a entrega do veículo, o prefeito Pedro Coelho destacou a importância da aquisição da ambulância para aprimorar a estrutura existente na área de saúde, propiciando maior autonomia e atendimento mais rápido e eficiente aos moradores.
Podem se inscrever pessoas a partir de 16 anos, interessadas em desenvolver habilidades nas áreas de confeitaria e panificação, segmentos em crescimento que vêm gerando novas oportunidades de renda em todo o estado.
Na última sexta-feira (24), a boa notícia foi confirmada: o valor de R$ 396 mil, referente a uma emenda PIX destinada por Beto Preto, foi depositado na conta da Prefeitura de Goioerê, garantindo os recursos necessários para o início das obras.