Atualizado em 30/12/2020 19:00 por Rubens Silva
'Ficha ainda não caiu', dizem familiares das quatro vítimas mortas após queda de avião no Paraná
Valdecy, Luciana, Beatriz e Júlia Cruzeiro seguiam de Goioerê, para o litoral paranaense quando ocorreu acidente aéreo. Corpos estão no IML de Guarapuava e devem ser liberados após a conclusão de laudos pela perícia.

Parentes da família de Goioerê, que morreu após um acidente de avião na terça-feira, dia 29, ainda estão em choque e não conseguem acreditar no aconteceu.
Valdecy, Luciana, Beatriz e Júlia Cruzeiro eram esperados pela mãe de Luciana e outros integrantes da família em Guaratuba, no litoral do Paraná, onde passariam a virada de ano.
No entanto, cerca de uma hora depois da decolagem no aeroporto em Goioerê, o monomotor caiu dentro de um rio em Mato Rico, próximo a Roncador.
Familiares das vítimas ouvidos pelo G1, e que pediram para não serem identificados, disseram que o casal e as filhas eram exemplos de alegria, tinham muitos amigos e eram queridos por todos.
Os pais de Valdecy e Luciana foram pioneiros na cidade e, por isso, o casal conhecia e era conhecido por várias pessoas.
Valdecy pilotava a aeronave quando ocorreu o acidente. Ele tinha mais de 20 anos de experiência e, segundo a família, era responsável pelo aeroporto de Goioerê.
No local tinha um hangar onde guardava o próprio avião e também auxiliava outros pilotos que precisavam de ajuda, seja para solucionar alguma questão mecânica ou até para receber aeronaves que não poderiam seguir até o destino final por causa do mau tempo.
“Valdecy era apaixonado por aviação, cuidava e comandava o aeroporto. Era um piloto muito cauteloso. Essa rota até a praia ele fazia direto porque eles tinham uma casa em Guaratuba”, afirmou o familiar das vítimas.
Valdecy e Luciana gerenciavam juntos uma empresa de materiais de construção, a filha mais velha, Beatriz, tinha um consultório odontológico e a menina mais nova, Júlia, estava prestando vestibular para odontologia.
Sem previsão de liberação dos corpos pelo Instituto Médico-Legal (IML) em Guarapuava, não há data para a realização do velório e sepultamento. Quando ocorrer a liberação, o velório deve ser realizado no Ginásio 10 de Agosto, em Goioerê.
Perícia
Os corpos das quatro vítimas chegaram ao IML de Guarapuava por volta das 23h de terça-feira (29), 15 horas depois do acidente.
A demora ocorreu porque, segundo a Policia Científica, peritos especializados em identificação de vítimas de desastres foram chamados para ajudar.
Uma perita que atua em Curitiba e um perito da Polícia Federal de São Paulo dão suporte na identificação das vítimas e ajudam na confecção do laudo sobre as causas das mortes.
Por meio de nota, a Polícia Científica explicou que identificação pode ser feita pelas impressões digitais, ou por um exame da arcada dentária, se as vítimas tiverem prontuário odontológico. Em um último caso, a identificação deve ser feita por exames de DNA.
“Além da papiloscopia e da odontologia, que são exames mais céleres que os demais, não há um prazo específico para os que os resultados fiquem prontos, visto que o tempo da elaboração de cada laudo de identificação humana varia de acordo com a complexidade do caso”, encerrou a nota da Polícia Científica.
Fonte: G1 Paraná
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