Manancial News menu

Goioerê - PR > Policial

Atualizado em 10/03/2021 17:49 por Rubens Silva

"Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história", afirmou Lula

O ex-presidente disse ter razão para ter "muitas e profundas mágoas", mas que não as tem, e relacionou seu caso ao sofrimento da população mais pobre durante a pandemia.

"Eu sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de História", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, dia 10, após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular suas condenações na Lava Jato por entender que a 13ª Vara de Curitiba não tinha competência para analisar os casos.
Durante um discurso que durou 1 hora e 23 minutos, o ex-presidente disse ter razão para ter "muitas e profundas mágoas", mas que não as tem, e relacionou seu caso ao sofrimento da população mais pobre durante a pandemia.
Lula se disse agradecido a Fachin e que a decisão do ministro reconheceu que nunca houve crime cometido contra ele ou envolvimento dele com a Petrobras.
No entanto, a decisão do ministro foi apenas processual: ele avaliou quem tinha competência para analisar o tipo de denúncia proposta. Fachin não analisou se Lula é culpado ou inocente.
O ex-presidente chamou a força-tarefa da Lava Jato de "quadrilha" e disse que ela tinha uma obsessão por condená-lo porque queria criar um partido político.

Defesa de vacina e críticas a Bolsonaro
Lula, que estava de máscara no evento, retirou a proteção para discursar. Ele disse que fez isso após consultar médico e por estar a mais de 2 metros de outras pessoas.
O ex-presidente prestou solidariedade às famílias que perderam pessoas para a Covid-19 e aos que estão desempregados.
Lula chamou o presidente Jair Bolsonaro de fanfarrão e criticou a forma como ele conduzindo o país. O ex-presidente afirmou que o Brasil "não tem governo", que a população precisa de emprego e não de armas, e defendeu a vacinação e as medidas de isolamento social – Bolsonaro tem adotado medidas para facilitar o acesso a armas, é um crítico das restrições de circulação e resistiu a comprar vacinas contra o coronavírus.
O presidente defendeu o Auxílio Emergencial – medida proposta pelo governo Bolsonaro e ampliada pelo Congresso para compensar a perda de renda durante a pandemia – e criticou a paridade de preços dos combustíveis do Brasil com o mercado internacional. Bolsonaro tem reclamado dos reajustes aplicados pela Petrobras e interferiu na companhia, que pratica essa paridade.

Críticas a TV Globo
Durante o discurso, o presidente defendeu a liberdade de imprensa, disse que ela é uma das razões principais para a manutenção da democracia, e fez críticas à cobertura da Operação Lava Jato.
"Eu fiquei muito feliz porque depois da divulgação de tanta mentira contra mim, ontem eu acho que nós tivemos um Jornal Nacional épico. Eu acho que quem assistiu televisão não estava acreditando no que estava vendo. Pela primeira vez, a verdade prevaleceu".
STF ainda não decidiu sobre imparcialidade de Moro
Na decisão de segunda, o ministro Edson Fachin declarou a "perda do objeto" e extinguiu 14 processos que questionavam se o ex-juiz Sergio Moro, que esteve à frente de ações da Lava Jato no Paraná, agiu com parcialidade ao condenar Lula.
O ministro Gilmar Mendes não concordou com a decisão de acabar com processos sobre a suspeição de Moro e levou o caso para a Segunda Turma nesta terça-feira, a fim de dar continuidade ao julgamento iniciado em 2018. Naquele ano, após os votos de Fachin e Cármen Lúcia, Gilmar Mendes havia pedido mais tempo para analisar o caso e, desde então, não tinha apresentado o processo novamente.

Fonte: G1.com

Mais notícias

Veja também:

Tribunal de Contas multa prefeito do Paraná por compra de Ivermectina para Covid-19

O medicamento, que é indicado para o tratamento de verminoses e não possui eficácia comprovada contra a Covid-19, foi adquirido pela prefeitura sob o pretexto de combater a pandemia do novo coronavírus.

Com funcionários infectados, Palácio Iguaçu tem surto de Covid-19 e fecha para desinfecção

A suspensão é por conta de um surto de Covid-19 que acabou atingindo 17 funcionários do Palácio.

Novo Decreto abre o comércio; dias 13 e 14 fica proibido vendas de bebidas alcóolicas até em supermercados

Goioerê seguirá a determinação do Decreto Estadual que fecha praticamente todo comércio neste sábado, 13, e domingo, 14. Somente poderão abrir os Supermercados, farmácias, clínicas médicas, postos de combustíveis, açougues e padarias.