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Goioerê - PR > Policial

Atualizado em 25/03/2021 14:10 por Rubens Silva

Discussão sobre o tratamento precoce contra Covid-19 volta ganhar força

Nos últimos dias, grupos de médicos e políticos passaram a defender publicamente o tratamento precoce contra a doença como forma de desafogar os hospitais e reduzir o nível de óbitos causados pela enfermidade.

Num momento de pico da pandemia do novo coronavírus, com explosão no número de casos de Covid-19 e recorde de mortes no Paraná, uma polêmica que dominou grande parte dos noticiários em 2020 voltou a ganhar força.
Nos últimos dias, grupos de médicos e políticos passaram a defender publicamente o tratamento precoce contra a doença como forma de desafogar os hospitais e reduzir o nível de óbitos causados pela enfermidade, a despeito da inexistência de provas científicas com relação à eficácia de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina ou azitromicina.
Nesta semana os vereadores Luci Alvino e Fábio Plaza, apresentaram uma indicação, sugerindo que a Secretaria Municipal de Saúde de Goioerê ofereça gratuitamente para a população o kit de tratamento precoce contra o Coronavírus, durante a pandemia.
Outra ação que chamou a atenção foi a instalação de dez outdoors na capital do Estado, na última segunda-feira, custeados pelo grupo “Médicos pela Vida”, que reúne profissionais de diferentes especialidades da área médica e também pessoas de outras áreas.
A publicidade, que trazia a imagem de um profissional da linha de frente de enfrentamento à pandemia em destaque num dos cantos da peça, continha ainda os dizeres “não dê chance à Covid-19. O tratamento precoce salva vidas".
Não demorou para que os outdoors fossem retirados por ordem judicial que atendeu ofício da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, do Ministério Público (MP-PR).
No documento, o MP argumenta que não há comprovação científica sofre a eficácia do tal tratamento e cita os riscos de agravamento da saúde pública decorrentes de seu uso. Além disso, também é mencionado o veto contido no Código de Ética Médica (artigo 113) quanto à divulgação, "fora do meio científico", de "processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente".
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) evita se posicionar de forma mais incisiva sobre o “tratamento precoce” à Covid-19 e também não criticou as iniciativas que recentemente que estão surgindo. Segundo a entidade, “o momento é de união no combate à pandemia” e toda prescrição médica deve ser individualizada através de consulta. “Somente o médico pode diagnosticar e tratar doenças. A autonomia do médico e do paciente é garantida conforme parecer do CFM”, informa o CRM-PR.

(Com informações Bem Paraná)

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